A União dos Escoteiros do Brasil (UEB), entidade que hoje reúne o movimento escoteiro em todo o país, foi fundada em 4 de novembro de 1924, a partir da fusão de associações e federações estaduais já existentes. A instituição foi reconhecida como de utilidade pública em 1928 e, em 1946, passou a ser considerada oficialmente uma entidade de educação extra-escolar.
O escotismo chegou ao Brasil em 1910, levado por suboficiais do encouraçado Minas Gerais, mas o Amazonas se destaca por ter aderido ao movimento ainda nos primeiros anos: uma nota no Diário Oficial do Estado, de julho de 1917, confirmou a filiação amazonense à então Associação dos Escoteiros do Brasil, sediada em São Paulo. O estado entrou para o grupo de pioneiros do escotismo nacional, ao lado do Pará, da Bahia e do Paraná.
O nome mais lembrado desse início é o do educador José de Chevalier, nascido em Penedo (AL) em 1882, que reunia no Instituto Universitário Amazonense alunos maiores de 12 anos para as atividades escoteiras três vezes por semana. Segundo o historiador Agnello Bittencourt, Chevalier teria organizado o segundo grupo escoteiro do Brasil e o primeiro do Amazonas — informação que os próprios registros históricos da entidade no estado apontam como ainda carente de comprovação documental mais ampla. Chevalier, que morreu no Rio de Janeiro em 1938, foi também um dos fundadores da Academia Amazonense de Letras.
Mais de um século depois, o movimento segue ativo no estado por meio da União dos Escoteiros do Brasil – Região do Amazonas, que reúne grupos escoteiros em Manaus e no interior. A atividade mantém o foco em educação não formal e serviço comunitário, características que, na Amazônia, dialogam de forma direta com a pauta ambiental que marca a região.
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