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Cruzeiro colide com recife de corais e causa destruição gigantesca

Cruzeiro colide com recife de corais e causa destruição gigantesca
Cruzeiro colide com recife de corais e causa destruição gigantesca

Mais de 13, 5 mil metros quadrados de recife de coral na Indonésia, considerado um dos maiores ecossistemas marinhos em biodiversidade, foram destruídos após colisão com o navio turístico britânico Caledonian Sky, de 4.290 toneladas, na costa da Ilha de Kri, das centenas de Raja Ampat.

De acordo com avaliações de especialistas locais, a recuperação pode chegar um custo de mais de US$ 16,2 milhões, o equivalente em 15,2 milhões de euros.

O acidente ocorreu em 4 de março deste ano de 2021, quando os turistas do navio haviam ido para a terra para participar de uma expedição para observação de aves.

O chefe da equipa de investigação da Universidade de Papua, Ricardo Tapilatu, anunciou que irá à justiça para que a empresa possa ser condenada a pagar uma compensação entre os US$ 1,28 a US$ 1,92 milhões de dólares.

REVOLTA

O acidente causou revolta e indignação para os residentes em Raja Ampat, que dependem financeiramente das atividades turísticas. Principalmente porque poderá levar muito tempo para que os estragos serem reparados.

Os recifes de corais são, há alguns anos, uma das principais atrações para turistas praticantes de mergulho visando admirar a beleza e a diversidade dos recifes de coral de Raja Ampat.

Situado numa zona remota do leste do arquipélago indonésio junto à Papua ocidental, a comunidade de Raja Ampat recebeu a notícia classificada como trágica. E exige reparos, mesmo que imediatamente de ordem financeira, para compensar os prejuízos.

A companhia responsável pela operação da viagem, a Noble Caledonia,  lamentou o incidente considerado por ela de “infeliz” e acrescentou estar “firmemente comprometida com a proteção do ambiente” e que vai apoiar a investigação.

Em entrevista à BBC, moradores do local não esconderam a preocupação com a consequência dos impactos nas atividades turísticas e na vida econômica deles.

"Eu nasci aqui e fiquei em lágrimas quando vi os estragos. Os danos são enormes. Poderá levar 100 anos até que sejam reparados", afirmou Ruben Sauyai, um dos moradores.

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