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Chá da ayahuasca é cercado de curiosidades e riscos

Chá da ayahuasca é cercado de curiosidades e riscos
Chá da ayahuasca é cercado de curiosidades e riscos

Nascido como um movimento de cunho religioso denominado de Santo-Daime, o consumo da ayahuasca, que é uma substância psicoativa extraída de uma mistura de plantas como o cipó-mariri ou jagube (uma espécie de cipó) e a chacrona (um arbusto), tem algumas curiosidades importantes.

A preparação do chá, que é consumido há milhares de anos por indígenas da Amazônia, pode durar horas. A infusão é vista como uma substância capaz de abrir as fronteiras da mente, “libertar a alma e fazer as pessoas romperem as barreiras do tempo e do espaço”.

Mas autoridades da área médica alertam para o risco do consumo da bebida causar alterações emocionais permanentes como excesso de ansiedade, medos e paranoia, que em casos extremos pode provocar a morte. Daí não ser recomendado consumir de forma aleatória.  

O termo ayahuasca possui origem dos povos indígenas da Bolívia, Peru e Equador que falam a língua quíchua/quéchua. Nessa língua, o termo significa “cipó do morto” ou “cipó do espírito” (“aya” significaria “morto” e “huasca”, “cipó”).

Outra característica seria que o a planta tem como substâncias o jagube, que seria o princípio masculino, e a chacrona, o princípio feminino. No Santo-Daime, somente as mulheres podem separar a chacrona para o preparo do chá.

CARÁTER ESPIRITUAL

Há pesquisas realizadas por cientistas brasileiros revelando que o consumo do chá ativa regiões do cérebro ligadas à visão e a memória. Dessa forma, explica-se as visões de caráter espiritual relatadas pelos praticantes do Santo Daime.

Na origem do movimento religioso Santo Daime, há quase 100 anos, está o seringueiro de origem maranhense Raimundo Irineu Serra, conhecido entre os seus adeptos como Mestre Irineu.

Na doutrina dos seguidores e entusiastas do consumo do chá há influências da religião católica, espírita, esotéricas e indígenas.

A justificativa para o nome Daime teria advindo de expressões  usadas nos hinários cantados durante os rituais, como “Dai-me amor”, “Dai-me luz” e “Dai-me Firmeza”.

 Outra característica dos praticantes é criar templos com formato hexagonal visando assegurar o “fluxo de energia” do local.

Os praticantes devem evitar consumir álcool e atividade sexual três dias antes e três dias depois de participar do ritual de consumo do chá, quando realizam danças com marcações no chão e usam roupas brancas e verdes.

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