Conhecido também como cajá ou cajá-mirim, o taperebá é uma fruta silvestre típica da Amazônia, de casca amarela e sabor bem ácido, que vira suco, sorvete, picolé e geleia em boa parte do Norte do país. A árvore que o produz, a Spondias mombin , é nativa das Américas tropicais e cresce também como planta ornamental e fonte de sombra, além de servir de forragem para animais.
Do ponto de vista nutricional, análises já confirmaram que a polpa do taperebá é rica em vitamina C, carotenoides e compostos fenólicos, como flavonoides e polifenóis. Estudos de laboratório mostraram que esses compostos têm alta capacidade de neutralizar radicais livres, o que justifica classificar a fruta como uma boa fonte natural de antioxidantes. Um estudo publicado em 2025 também investigou extratos do taperebá quanto à atividade antitumoral, mas os testes foram feitos em células e em laboratório, sem qualquer experimento em animais ou pessoas.
Na medicina popular amazônica, não é só a fruta que é aproveitada: a casca e as folhas do taperebazeiro são tradicionalmente usadas em chás contra diarreia e inflamações. A explicação mais aceita para o efeito antidiarreico está nos taninos presentes na planta, substâncias adstringentes que contraem os tecidos do intestino. Pesquisas de laboratório já registraram atividade anti-inflamatória em extratos das folhas e ação antibacteriana contra micro-organismos comuns, mas, assim como no caso do potencial antitumoral, nenhum desses usos tradicionais foi comprovado em estudos clínicos com seres humanos.
Por isso, o taperebá pode entrar na dieta com tranquilidade como fruta — é seguro e nutritivo —, mas o chá da casca ou da folha como remédio caseiro não tem endosso científico para tratar diarreia, inflamação ou qualquer outra condição de saúde. O uso de plantas medicinais sem orientação profissional pode mascarar sintomas de um problema mais grave ou interagir com remédios em uso, então vale sempre consultar um médico antes de recorrer a esse tipo de tratamento, especialmente em casos de diarreia persistente ou em crianças pequenas.



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