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Isolamento social pode ter que durar até 2022, conclui pesquisa da Harvard

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Isolamento social pode ter que durar até 2022, conclui pesquisa da Harvard
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Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Harvard, nos EUA, concluiu que o isolamento social contra o novo coronavírus pode precisar ser empregado, de forma intermitente, até o ano de 2022.

A pesquisa publicada pela revista Science simula diversos cenários de evolução da Covid-19 ao longo dos próximos anos, chegando até 2025. Liderado por  Marc Lipsitch, do Departamento de Epidemiologia da Harvard, o estudo usa dados sobre o Sars-CoV-2 e outras formas de coronavírus.

O estudo aponta que fases de distanciamento social mais longas (com 20 semanas de duração) e efetividade moderada são as que conseguem melhores resultados. Já o pior cenário seria o que adota o distanciamento social radical feito em um período muito curto, expondo, de uma vez e precocemente, as pessoas ao vírus.  “O distanciamento altamente eficaz poderia reduzir a incidência de SarS-CoV-2 o suficiente para tornar factível uma estratégia baseada em rastreamento de contatos e quarentena, como na Coréia do Sul e Cingapura”.

Estratégias menos eficazes, como as que colocam a população em um curto período em quarentena, são perigosas, conforme os cientistas: "[essas estratégias] podem resultar em uma epidemia prolongada de pico único, com a extensão da pressão sobre o sistema de saúde e a duração necessária do distanciamento, dependendo da eficácia”.

Se não houver nenhuma vacina, tratamento específico ou aumento substancial da capacidade de leitos e UTIs, a forma de evitar o colapso total do sistema de saúde pode ser um distanciamento social prolongado ou intermitente até 2022.  “Mesmo no caso de eliminação aparente, a vigilância de Sars-CoV-2 deve ser mantida, pois um ressurgimento do contágio pode ser possível até 2024”, diz o estudo. 

Como o resultado do estudo é baseado no que se sabe até o momento sobre a Covid-19, além do fato de ainda ser um mistério como ficará a imunidade das pessoas que já foram infectadas e se recuperaram, ainda há muitas incertezas. Mas a pesquisa aponta que a resistência ao parasita por pacientes recuperados poderá ser temporária, durando apenas um ou dois anos, assim como acontece com o causador da Sars. Sendo assim, o cenário de que o novo coronavírus passe a circular todos os anos ou a cada dois anos se torna mais provável, segundo os especialistas, assim como outros tipos de coronavírus existentes que causam resfriados. Em todas as simulações do estudo, o novo vírus continuaria conseguindo se multiplicar em qualquer período do ano.  Leia o estudo na íntegra, em inglês, na revista Science. 

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