"Batatinha frita, 1, 2 ,3…". Essa frase nunca mais será a mesma depois do sucesso da série Round 6. A trama sul coreana atraiu atenção do mundo todo e é um exemplo de produções fora da curva que despertam curiosidade. Embora apresente brincadeiras infantis, a competição entre os adultos coreanos tem como pano de fundo a luta pela sobrevivência, custe o que custar. As provas exigem inteligência, astúcia e controle emocional e caso não sejam cumpridas, o destino é fatal.
Mais de 1000 espectadores brasileiros que assistiram a série, totalmente ou parcialmente, responderam à pesquisa "O que aprendemos com Round 6?", realizada pela Hibou. A audiência de Round 6 foi comprovada por 85,6%, que maratonaram todos os episódios e a trama recebeu aprovação de 83,7% dos espectadores da pesquisa.
"Round 6 faz muitas provocações e reflexões relevantes sobre a sociedade. A discrepância social crescente, manipulação, a ausência de ética e a isenção de responsabilidade, são temas recorrentes atualmente. Os brasileiros reconhecem que a ética, em algum momento, pode ser comprometida visando vantagens financeiras. Porém, os espectadores também se identificam, principalmente, ao verem todos estes assuntos dentro de um programa de entretenimento", analisa Ligia Mello, sócia da Hibou e coordenadora da pesquisa.
Questões sobre comportamentos éticos, similaridades com a realidade e julgamentos sobre os personagens levaram 68% dos brasileiros a acreditarem que as pessoas são capazes de coisas horríveis por dinheiro, e 83,7% acreditam que o dinheiro não deveria protagonizar os comportamentos das pessoas.
Sendo possível existir desde uma trapaça técnica ou um jogo emocional que leva o outro à perda, a crença nas pessoas está em baixa. Assim, para 73,1%, ninguém é totalmente bom e, em algum momento, fez ou fará algo ruim para alguém. E neste sentido, 3,8% confessaram terem agido para prejudicar a terceiros por dinheiro. Em contrapartida, 91,2% dos brasileiros disseram que nunca fizeram nada para prejudicar alguém.



