Assassinos do casal Richthofen vão ganhar dinheiro com os filmes?

Por Portal do Holanda

28/09/2021 14h42 — em Cinema

Foto: Reprodução

Os filmes “A Menina Que Matou os Pais” e “O Menino Que Matou Meus Pais” estrearam no Amazon Prime esta semana e abordam eventos que antecederam o assassinato dos pais de Suzane Von Richthofen. O crime ocorrido em 2002 foi planejado por Suzane com ajuda do namorado Daniel Cravinhos e o irmão dele Cristian Cravinhos. Com a estréia, acalorados debates levantaram rumores nas redes sociais sobre a possibilidade do trio ter recebido dinheiro com as produções.

Carla Diaz, atriz que interpretou Suzane, explicou em entrevista ao Splash que não teve nenhum contato com a condenada. “A produção nunca quis ter nenhum tipo de envolvimento com ninguém do caso real. Ou seja: os envolvidos não tem nenhuma ligação com as produções dos filmes.

O roteiro de ambos os filmes foi baseado nos autos do processo e assinados por Raphael Montes e Ilana Casoy. Ilana acompanhou as reconstituições, esteve no julgamento e escreveu um livro sobre o ocorrido, chamado “O quinto mandamento”. Por se tratar de um caso público, não é necessário autorização ou envolvimento de ninguém que esteve no caso. Hoje Suzane cumpre a pena em regime semiaberto e tentou impedir o lançamento dos filmes, mas teve o pedido negado pela justiça.

O especialista em propriedade intelectual e professor da Faculdade de Direito da Bahia, Rodrigo Moraes explicou que não é necessária autorização prévia para obras literárias e audiovisuais biográficas. “Caso os autos não tenham tramitado em segredo de justiça, pode ser transformado em obra cinematográfica biografada que não faz jus a quaisquer royalties ou a qualquer pagamento a título de direito de imagem, os direitos relativos a royalties é o autor da obra e não o personagem biografado”. Dessa forma, nenhum dos envolvidos recebeu ou receberá qualquer tipo de valor pelos filmes.


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