Violência patrimonial: Entenda violência sofrida por Naiara Azevedo
Naiara Azevedo tornou pública a violência patrimonial que vinha sofrendo do ex-marido, Raphael Cabral. Ela denunciou as agressões e a forma como seu dinheiro era controlado.
Segundo a Lei Maria da Penha, o termo se enquadra como violência doméstica, uma vez que, segundo o seu inciso IV do Artigo 7, “qualquer conduta que configure retenção subtração, destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades”.
“É uma realidade oculta que muitas mulheres sofrem e que exige atenção, pois é uma forma de violência que visa controlar, ameaçar e prejudicar financeiramente a vítima, perpetuando um ciclo de dependência e submissão. Quem sofre esse tipo de violência, além da dependência financeira, possui a saúde mental ameaçada, comportamentos
como isolamento social e inseguranças com relação a movimentos mais independentes, com crenças limitantes e afins”, disse Henri Fesa, Médium especialista em relacionamentos e fundador da Casa de Apoio Espiritual Henri Fesa.
Confira algumas manifestações de violência patrimonial:
Controle Financeiro: O agressor pode restringir o acesso da vítima aos recursos financeiros, limitando sua capacidade de tomar decisões autônomas;
Destruição de Propriedade: A destruição deliberada de pertences pessoais, incluindo objetos de valor sentimental, é uma forma de minar a identidade e a autoestima da vítima;
Fraude Financeira: O agressor pode realizar transações fraudulentas, contrair dívidas em nome da vítima ou dissipar seus bens sem o seu conhecimento ou consentimento;
Negligência Financeira: Negar à vítima recursos necessários para a manutenção da casa, alimentação e cuidados básicos é uma estratégia de controle utilizada em muitos casos.
“É crucial reconhecer sua existência, entender suas implicações e agir de maneira eficaz para combater esse fenômeno. O casamento deve ser um ambiente seguro e suportivo para as mulheres, com igualdade e respeito. É claro que essa discussão é bem mais abrangente e possui fortes raízes misóginas, por isso é tão importante que todos e todas nós estejamos atentos desde o início das relações, podando comportamentos desse teor e estabelecendo acordos inegociáveis”, finaliza Henri.
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