Manaus/AM - João Baptista, pai do homem negro assassinado no Carrefour de Porto Alegre (RS), desabafou sobre o na manhã desta sexta-feira (20). Ele contou que foi chamado à loja com a informação de que João Alberto Silveira teria sido preso, mas ao chegar se deparou com o corpo do filho:
“Quando cheguei, a equipe médica estava nos últimos minutos de reanimação e ele não reagiu mais", contou João Baptista. Eu vim porque me ligaram dizendo que tinha prendido ele. Eu vim para achar um preso, achei um corpo, uma pessoa assassinada covardemente, como os vídeos estão mostrando aí”, contou em entrevista a emissora de TV CNN.
Alberto foi espancado até a morte no estacionamento do supermercado após ter se desentendido com a caixa ainda no interior da loja. A mulher se sentiu ameaçada e chamou os seguranças que o arrastaram para fora e o socaram até ele ficar inconsciente, ele não resistiu e morreu no local.
O pai ainda destacou que independente do suposto comportamento do filho, o correto a se fazer seria chamar a polícia para prendê-lo a situação e não agredi-lo até a morte como fizeram os funcionários. Um dele inclusive seria um PM que estaria fazendo um serviço extra como segurança. Os dois devem responder por homicídio triplamente qualificado. Para João Baptista não há dúvidas de que o filho foi assassinado por racismo.



