"Fomos alvejados com bombas de gás lacrimogêneo no sétimo andar, dentro do apartamento de uma amiga, onde, inclusive, reside uma bebê de 2 meses de idade, enquanto víamos e filmávamos manifestantes que foram obrigados a desviar de seu trajeto sob saraivada de bombas de efeito moral disparadas também por policiais que causaram alvoroço e confusão numa manifestação que tinha tudo para ser pacífica. Meu amigo foi ferido no pulso ao ser atingido por um desses disparos", diz o relato do vídeo publicado em um servidor de internet pela usuária Maria.
O vídeo foi um dos vários publicados por internautas sobre os confrontos entre manifestantes e policiais durante o quarto e mais violento protesto. O Movimento Passe Livre, que organiza as manifestações, diz que não vai parar enquanto não for revogado o aumento na tarifa de ônibus, metrô e trens na capital, que subiu de 3 reais para 3,20 reais no dia 2. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o prefeito Fernando Haddad (PT) afirmam que não há possibilidade de redução do valor das passagens, que tiveram um aumento abaixo da inflação.
