SÃO PAULO - Os usuários de drogas que vivem concentrados na Rua Helvétia, no Centro de São Paulo, retornaram pela segunda vez à Praça Princesa Isabel, a poucos metros do ponto inicial de formação da conhecida Cracolândia.
No início de junho, o grupo e da Guarda Civil Metropolitana, mas semanas depois voltou para a área da Alameda Cleveland e da Rua Helvétia, a cerca de 400m de distância. A mudança teria ocorrido sob orientação de integrantes da facção criminosa.
A prefeitura de São Paulo informou que não houve qualquer operação no local que justificasse a mudança. Segundo a assessoria de imprensa, os usuários costumam sair da Cracolândia quando há serviço de limpeza no local, voltando em seguida. A secretaria municipal de Assistência Social não se pronunciou até o fechamento desta matéria.
Assistentes sociais que trabalham na região confirmaram que os usuários estão migrando para o local desde as primeiras horas desta quarta-feira, mas também não souberam explicar o motivo. Cenário de pelo menos três conflitos entre usuários e agentes de segurança, a Praça não registrou clima de tensão até a tarde desta quarta.
Em maio deste ano, a Cracolândia foi palco de uma ação policial para coibir o tráfico de drogas na região. O prefeito João Doria (PSDB) chegou a declarar o “fim da cracolândia”, referindo-se ao espaço físico ocupado no centro da cidade. Após a ação, o tucano anunciou o início do Redenção, programa municipal de combate ao uso de drogas e recuperação dos usuários, e o fim do Braços Abertos, implantado pela gestão Fernando Haddad (PT). No entanto, os dependentes químicos se dispersaram e se concentraram na Praça Princesa Isabel.
A ação de maio resultou em duas baixas na Secretaria de Direitos Humanos do município: Patrícia Bezerra (PSDB) e Thiago Amparo, secretária e ex-secretário-adjunto, respectivamente, pediram exoneração por discordarem das atitudes tomadas pela Prefeitura.
Tumultos entre policiais e usuários se tornaram frequentes na região ao longo do mês.

