BRASÍLIA — O ministro Admar Gonzaga, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou pedido feito por um cidadão para adiar a eleição presidencial até a total recuperação do candidato Jair Bolsonaro (PSL), que foi esfaqueado num ato de campanha em 6 de setembro e segue hospitalizado. O primeiro turno da eleição ocorre sempre no primeiro domingo de outubro, que neste ano cai no dia 7 de outubro.
O pedido foi feito pelo advogado Eduardo Augusto Silva Teixeira. Como Bolsonaro está impedido de fazer campanha, ele disse que os eleitores estão sendo afastados da oportunidade de conhecer seus projetos e ideias. Além disso, ficou prejudicada a igualdade de condições entre os candidatos.
Admar alegou questões processuais para negar o pedido. Mas disse também que, mesmo que fosse possível superar essa questão, ele não poderia adiar a eleição. O ministro apontou que a data da eleição é prevista na Constituição e numa lei ordinária. Alegou que os mandatos têm prazos fixos e, por isso, é inviável ficar num quadro de indefinição sobre a data da eleição. E afirmou que adiar o pleito aumentaria muito o custo de sua realização.
"Há que considerar os custos elevados que a pretendida suspensão ocasionaria, tendo em vista que, por ser o Brasil país de extensão continental, a realização de eleição implica mobilização de vários setores da sociedade e dispêndios significativos por parte da Justiça Eleitoral, motivo pelo qual a legislação de regência concentrou em um só pleito a escolha de candidatos para vários cargos na disputa dos pleitos gerais", decidiu Admar.

