A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos aprovou um relatório que conclui que o ex-presidente Juscelino Kubitschek foi assassinado pela ditadura militar em 1976. O documento oficial contesta a versão histórica de que JK teria morrido em um acidente de carro na rodovia Via Dutra.
A relatora do caso, Maria Cecília Adão, afirmou que o ex-presidente foi vítima de uma emboscada política. Segundo a investigação, ele foi atraído para a estrada sob o pretexto de uma reunião com emissários do regime, abrindo mão de viajar de avião.
O relatório aponta 37 fraudes na apuração da época, incluindo a chegada imediata de militares para alterar a cena do crime. Houve adulteração de peças do veículo, destruição deliberada de provas e uso de peritos do IML envolvidos em outras fraudes.
Com a aprovação do texto por seis votos a favor e uma abstenção, a comissão agora vai acionar a Justiça. O objetivo do órgão é retificar a certidão de óbito de JK para que conste oficialmente que ele foi assassinado pelo regime.



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