A entidade já convocou uma greve para 17 de setembro, caso os Correios e os trabalhadores não cheguem a um acordo. Segundo o secretário de finanças da Fentect, José Rivaldo da Silva, a pauta do funcionários da estatal inclui um reajuste salarial de 7,13% para repor perdas inflacionárias, além de mais um ganho real de 15%. Os trabalhadores também reivindicam um adicional linear de R$ 200 nos salários e ainda outro aumento de 20% para recompor uma defasagem salarial que viria desde os anos 1990.
"Já estamos negociando há mais de um mês com os Correios e não recebemos nenhuma proposta. Já foram mais de oito reuniões e até agora não houve avanço", afirmou Silva. Segundo ele, o protesto de hoje faz parte de um calendário de manifestações que, no entanto, não prevê novas ações até o dia 17 do próximo mês. "Temos novas reuniões com a direção da empresa na próxima semana", completou.
Em nota, os Correios afirmaram que houve "excesso por parte de alguns integrantes do movimento", ao comentar a quebra da porta de entrada de seu edifício-sede. "Os Correios consideram os fatos injustificáveis, já que a empresa vem mantendo negociação permanente com as entidades de representação dos trabalhadores", acrescentou a nota.


