O governo do Irã afirmou neste domingo (29) estar em alerta máximo e plenamente preparado para reagir a uma eventual invasão terrestre dos Estados Unidos. Em pronunciamentos oficiais de lideranças em Teerã, o país acusou Washington de adotar uma estratégia ambígua, mantendo um discurso público voltado a negociações diplomáticas enquanto, nos bastidores, mobiliza tropas e recursos logísticos para uma ofensiva por terra.
Segundo o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, a inteligência do país detectou movimentações que contradizem a proposta de paz de 15 pontos apresentada recentemente pela administração de Donald Trump.
“Nossos ataques continuam. Nossos mísseis estão posicionados. Nossa determinação e fé aumentaram", disse em seu discurso.
A tensão escalou após o Pentágono reforçar a presença naval no Golfo Pérsico, incluindo o envio de unidades de fuzileiros navais e do navio de assalto anfíbio USS Tripoli. Embora o governo americano sustente que o objetivo principal é garantir a reabertura do Estreito de Ormuz e a segurança da navegação global, o Irã interpreta o movimento como o prelúdio de uma incursão direta.
Em resposta, o comando militar iraniano ameaçou minerar as rotas marítimas do Golfo e utilizar sua rede de aliados regionais para retaliar qualquer avanço em solo nacional, o que poderia paralisar 20% do suprimento mundial de petróleo.
No cenário interno, o país já enfrenta as consequências de ataques aéreos coordenados que atingiram infraestruturas de energia e telecomunicações em Teerã e em cidades estratégicas, resultando em blecautes intermitentes. O conflito, que já soma centenas de vítimas desde o final de fevereiro, colocou a economia global em estado de choque devido à volatilidade nos preços dos combustíveis.
Enquanto potências regionais como Turquia e Egito tentam mediar um cessar-fogo em reuniões de emergência, o governo iraniano mantém a postura de que não aceitará condições de rendição disfarçadas de diplomacia, consolidando um dos momentos mais críticos da geopolítica mundial em 2026.


