Segundo os manifestantes, cerca de 500 estudantes participam da ocupação, em protesto por eleições diretas para a cúpula da instituição. O grupo ocupa desde 1.º de outubro um dos prédios da reitoria, no câmpus da capital, Butantã, zona oeste de São Paulo. O prédio abriga departamentos da reitoria, mas o próprio reitor, João Grandino Rodas, já foi transferido para outro edifício, conhecido como Antiga Reitoria.
A USP havia solicitado à Justiça a reintegração de posse ainda no mês passado. No dia 15 de outubro, decisão deu prazo de 60 dias para que o grupo desocupasse o prédio. Descontente, a universidade entrou com recurso para que o local fosse esvaziado imediatamente - o que foi acatado pela Justiça.
A ocupação estaria trazendo prejuízos, de acordo com a decisão. "Agentes estão sendo obrigados a despachar em outro endereço dentro do câmpus, pois existem alunos ordeiros que não pertencem a esse grupo, e pretendem ter continuidade nos seus dias letivos", cita o desembargador Xavier de Aquino. Segundo a decisão, a USP diz que houve depredações e quebra de vidraças. "Havendo inclusive notícia da participação dos baderneiros autodenominados ‘black blocs’".
A liminar foi concedida "a fim de que os alunos e pseudo-alunos abandonem de imediato a reitoria da USP". O desembargador ainda cita que já consultou a chefia do policiamento da USP.
O estudante Pedro Serrano, do Diretório Central dos Estudantes, diz que não espera reintegração neste momento. "O comando de greve já aprovou o fim da paralisação e ocupação, que deve ser submetido à votação em assembleia na quarta, 6."
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

