Os fiscais acabaram descobertos justamente pela quantidade de bens que possuíam, incompatível com seus salários. O Porsche e a moto foram apreendidos na garagem do fiscal Luis Alexandre Cardoso Magalhães, servidor que aceitou acordo de delação premiada para colaborar com as investigações. Seu advogado, Mário Ricca, declarou que os veículos não são dele.
A reportagem obteve relatório do Conselho de Controle de Atividade Financeira de Carlos Augusto di Lallo do Amaral. São registradas 14 atividades no quesito "operações imobiliárias", ou seja, relata a compra de 14 imóveis. Lista de bens disponível na Prefeitura, que a reportagem também obteve, relata cinco imóveis em nome do fiscal.
A reportagem não conseguiu localizar o advogado do fiscal para comentar o caso.
Empresas
Os fiscais também tinham uma preferência por abrir empresas ligadas ao setor imobiliário. Além da ALP administradora de bens, empresa aberta por Magalhães supostamente para receber propina da incorporadora Brookfield, a lista inclui a CCBV Administradora de Bens Próprios, do fiscal Amaral e a Cardoso & Almeida Construtora e Incorporadora, declarada por Eduardo Horle Barcellos.
Há, também, duas casas lotéricas. A suspeita é que elas pudessem ser usadas para lavar dinheiro, com a compra de bilhetes premiados.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

