O presidente Michel Temer anunciou mudança no decreto muito criticado que liberou a exploração mineral numa reserva na Amazônia, após reunir com todos os ministros no palácio do planalto.
Na reunião com ministros e líderes tratou sobre a extinção da Reserva Nacional do Cobre e Associados, a Renca, que vem provocando muita reação, até entre aliados.
Os ministros do Meio Ambiente e de Minas e Energia anunciaram um novo decreto que vai detalhar como será a exploração, com garantias das questões ambientais e indígenas.
Ambientalistas disseram que o novo texto traz mais salvaguardas para as áreas protegidas, mas alertaram que o texto continua sem proteger a região dos efeitos indiretos da mineração como garimpo e desmatamento.
A reunião também tratou da pauta econômica, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, falou da recuperação da economia, e disse que há entusiasmo com os resultados.
Mas o Planalto sabe da iminência de uma nova denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente Michel Temer. A primeira, que chegou ao Congresso em junho, levou o governo a focar na batalha por votos até conseguir barrá-la.
Com o ajuste fiscal dependendo de votações no Congresso, mais um desgaste político envolvendo o presidente pode atrapalhar.
Mas não é o que pensa o chefe da Casa Civil.
“Nós estaremos preparados para politicamente enfrentá-la no que diz respeito ao campo político, juridicamente enfrentá-la no campo jurídico e a economia está descolada, a prova disso é que, neste segundo trimestre, nós tivemos o maior, o melhor desempenho em relação ao primeiro trimestre”, afirmou Eliseu Padilha.
Com a viagem de Temer para a China, peças-chave da política serão mexidas. Ele só volta ao Brasil no dia 5 de setembro. Até lá, o comando do país será do presidente da Câmara, Rodrigo Maia.
Caberia ao primeiro vice da Câmara, Fábio Ramalho, assumir a presidência da casa, mas ele vai viajar com Temer. Por isso, a presidência da Câmara será ocupada pelo segundo vice, o deputado André Luiz Carvalho Ribeiro, vai ficar responsável por uma delicada pauta de votações.
As recomendações foram dadas em outra reunião no Planalto com Temer e Maia. O apelo é para que siga o cronograma da reforma política, que depende de acordo, destaques da TLP e a medida provisória do Refis. O deputado diz que está seguro para tocar as votações. Fonte: Site do Sistema Globo.

