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Temer estuda fazer pronunciamento após votação da denúncia

BRASÍLIA — Confiante de que sairá vitorioso na votação desta quarta-feira, o presidente estuda fazer um , no Palácio do Planalto, logo após ser confirmado o resultado no plenário da Câmara dos Deputados que, segundo as contas do governo, será pelo arquivamento da por obstrução de justiça e organização criminosa.

Já há um texto do discurso sendo elaborado pela equipe de comunicação do presidente, mas Temer ainda não aprovou. Segundo interlocutores, ele não quer apressar o processo para não passar uma ideia de "já ganhou".

Quando derrotou a primeira denúncia que enfrentou na Câmara, em 2 de agosto deste ano, Temer falou aos jornalistas no Planalto na noite do dia da votação. A previsão, desta vez, é que ele volte a falar, mas ainda não foram descartadas as possibilidades de o presidente gravar um vídeo para a internet ou comemorar a provável vitória via o porta-voz da Presidência, o embaixador Alexandre Parola. Também não está definido ainda se Temer falará na própria quarta-feira, depois da votação — que a oposição tentará levar até tarde — ou só na quinta-feira.

No dia 2 de agosto, pouco depois de vencer na Câmara por 263 votos, e com um largo sorriso no rosto, Michel Temer fez um pronunciamento e disse que a manifestação da Câmara não significava uma "vitória pessoal" sua, e sim uma conquista da democracia. O presidente afirmou que os deputados se posicionaram de forma "clara e incontestável" e chamou a decisão de "eloquente".

— A decisão soberana do Parlamento não é uma vitória pessoal de quem quer que seja, mas é uma conquista do estado democrático de direito, da força das instituições, e da própria Constituição. O poder da autoridade, tenho repetido isso, emana da lei — disse Temer, na ocasião, numa fala de sete minutos e meio.

Temer fez questão de ressaltar que venceu com folga, com votos acima do mínimo necessário, que era de 172 apoios. E afirmou que, superada a denúncia, é hora de seguir com as "ações necessárias" para o país, referindo-se às reformas - o que não se concretizou, já que o governo voltou a ficar paralisado diante de uma segunda denúncia.

— Todos devem obedecer a lei e a Constituição. São os princípios do direito que nos garantem a normalidade das relações pessoais ou institucionais. Hoje, esses princípios venceram com votos acima da maioria absoluta na Câmara dos Deputados. E é diante dessa eloquente decisão que eu posso dizer que agora seguiremos em frente com as ações necessárias para concluir o trabalho que meu governo começou há pouco mais de um ano. Estamos retirando o brasil da mais grave crise econômica de nossa história — afirmou Temer.

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