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Temer afirma que Brasil poderá instituir sistema de senhas para entrada de venezuelanos no Brasil

BRASÍLIA - O presidente Michel Temer afirmou nesta quarta-feira, 29, que o Brasil poderá instituir um sistema de senhas para limitar a entrada de venezuelanos. Temer disse que a medida fará o número de imigrantes que entram no País diariamente cair de 600-700 para 100-200. Segundo o presidente, a ideia das senhas é "organizar um pouco mais essas entradas". As declarações foram feitas em entrevista à Rádio Jornal de Pernambuco.

"Outra providência que talvez venha a ser tomada, que ontem foi objeto de conversações, é que hoje entram de 600 a 700 por dia e isso está criando problemas até para vacinação, organização. Eles pensam em colocar senhas de maneira que entrem 100, 150, 200 por dia e cada dia entre um determinado número para organziar um pouco mais essas entradas", afirmou o presidente.  

Temer não detalhou, no entanto, como será a implementação das senhas e quando elas começariam a ser utilizadas. O presidente também afirmou que o governo federal está aumentando o processo de interiorização dos imigrantes que permanecem no Brasil, ou seja, está levando parte dessas pessoas para outros Estados para diminuir a pressão sobre Roraima. 

Na entrevista, Temer frisou que o pronunciamento feito na terça-feria, 28, por ele, quando anunciou a edição de um decreto convocando as Forças Armadas para atuarem em Roraima por duas semanas, foi "um pouco mais duro" em relação à Venezuela. 

"É inadmissível isso que está acontecendo lá. Ontem eu até disse que isso está colocando em desarmonia o próprio continente sul-americano. [...] É preciso modificar o clima na Venezuela", afirmou. Ainda na terça, Temer disse que é preciso buscar apoio na comunidade internacional para se tomar "medidas diplomáticas firmes". 

À rádio, Temer afirmou que o governo brasileiro ofereceu ajuda humanitária à Venezuela há cerca de um ano e meio, mas o governo de Nicolás Maduro recusou a oferta. 

"E o governo recusa lá e os venezuelanos vêm para cá. Claro que a nossa política é de acolher aqueles que entram no País, não só nossa política, mas os tratados internacionais. Mas o ideal para nós é que eles recebessem lá a nossa ajuda humanitária e que lá eles pudessem permanecer", disse.

O presidente também afirmou que a edição do decreto de Garantia da Lei e da Ordem e o repasse de recursos para Roraima visam, mais do que auxiliar os imigrantes, também a atender aos brasileiros que moram nesta região. "Estamos dando todo apoio aos venezuelanos, mas com vista a proteger os serviços estaduais que são prestados aos brasileiros", disse. 

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