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Tabagismo causa mais de 443 mortes por dia no Brasil, alerta cardiologista

Tabagismo causa mais de 443 mortes por dia no Brasil, alerta cardiologista
Tabagismo causa mais de 443 mortes por dia no Brasil, alerta cardiologista

No Dia Nacional de Combate ao Fumo, comemorado hoje, 29 de agosto, especialistas lembram que o tabagismo é o responsável pela morte de mais de 161, 8 mil pessoas no Brasil a cada ano, uma média de 443 mortes por dia. A Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta ainda que o tabaco mata mais de 8 milhões de pessoas por ano. 

O cardiologista Aristóteles Alencar, que é membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), adverte que o tabagismo é responsável por 30% de todas as doenças cardiovasculares no país. Segundo ele, o fumo também está relacionado a doenças vasculares, que podem levar à amputação de membros, ao Acidente Vascular Encefálico (derrame) e ao Infarto do Miocárdio. 

“Fumar pode levar a pessoa à morte. É uma equação muito simples. Metade dos fumantes morre, a outra metade fica doente. Ninguém passa incólume em relação ao cigarro. O melhor cigarro é aquele que não é fumado. Mesmo que seja um por dia, ele pode causar doenças”, afirma Alencar.

De acordo com ele, assim com a hipertensão arterial e o diabetes melitus, o tabagismo é considerado uma doença crônica não transmissível, e necessita de tratamento. 

E um dado importante é a oferta, pelas secretarias municipais de Saúde, de assistência aos fumantes que desejam parar de fumar. “Existem os Ambulatórios dos Fumantes, que fornecem suporte profissional e medicamentoso para pessoas que desejam parar de fumar. Raramente, a pessoa consegue abandonar por sua livre e espontânea vontade. O ideal é que tenha um acompanhamento para que não haja uma recaída”, disse Aristóteles Alencar. 

O especialista considera problema grave de saúde pública a tentativa da indústria do tabaco de tentar vender a imagem do cigarro eletrônico como substituto do cigarro convencional. 

Segundo Alencar, estudos recentes mostraram o agravamento da saúde, principalmente de paciente jovens, usuários dos dispositivos eletrônicos de liberação de nicotina.

“Esse tipo de produto tem sua comercialização proibida pela Anvisa no Brasil, mesmo assim através do comércio ilícito está se tornando frequente entre os jovens, com predomínio no sexo feminino”, afirmou Alencar, lembrando que o cigarro eletrônico já está na quarta geração e seu uso vem crescendo principalmente por jovens. 

“Os efeitos na saúde já são comprovados, pois o equipamento gera partículas ultrafinas que conseguem ultrapassar a barreira dos alvéolos pulmonares e ganhar a corrente sanguínea, fazendo o corpo reagir com uma inflamação”, exemplificou Aristóteles Alencar.

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