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SUS terá vacina contra vírus que causa bronquiolite

SUS terá vacina contra vírus que causa bronquiolite
SUS terá vacina contra vírus que causa bronquiolite

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O Ministério da Saúde anunciou que o SUS passará a oferecer, a partir de novembro deste ano, a vacina contra o VSR (vírus sincicial respiratório), principal causa de bronquiolite e pneumonia em bebês. O imunizante será aplicado em gestantes, como forma de proteger os recém-nascidos nos primeiros meses de vida.

COMO SERÁ A VACINAÇÃO NO BRASIL

Serão vacinadas gestantes entre a 32ª e a 36ª semana de gravidez. De acordo com o Ministério da Saúde, a estratégia é garantir que os anticorpos sejam transferidos da mãe para o bebê, protegendo-o no início da vida, quando o risco é maior. "A vacina tem potencial para prevenir cerca de 28 mil internações por ano, oferece proteção imediata aos recém-nascidos e beneficiará aproximadamente 2 milhões de bebês", afirma a pasta.

Primeiras doses do imunizante serão disponibilizadas em novembro deste ano. Haverá a inclusão da vacina no calendário do SUS para gestantes. O Ministério da Saúde ainda vai detalhar a data de início da aplicação, mas a previsão é que se inicie na segunda quinzena do mês.

Imunizante é fruto de um acordo entre o Instituto Butantan e a farmacêutica Pfizer. De acordo com a Agência Brasil, o país terá capacidade de produzir localmente a vacina a partir de 2026.

Vacina tem cerca de 82% de eficácia na prevenção de hospitalizações por VSR em bebês menores de seis meses. A expectativa é reduzir significativamente internações e mortes associadas ao vírus, e a prioridade na vacinação será para municípios com maior número de nascimentos e histórico de casos graves de bronquiolite.

O QUE É O VÍRUS SINCICIAL RESPIRATÓRIO

Vírus sincicial respiratório é a principal causa de bronquiolite em crianças. O VSR responde por até 75% dos casos da doença em menores de dois anos e por cerca de 40% das pneumonias infantis, segundo o Ministério da Saúde.

Transmissão do VSR ocorre de forma rápida e silenciosa. O vírus se espalha por gotículas expelidas ao tossir ou espirrar e pelo contato com superfícies contaminadas. A entrada no organismo acontece pelas mucosas dos olhos, nariz e boca.

Sintomas do VSR vão de resfriado comum a insuficiência respiratória. Os quadros podem variar de leves, como coriza e tosse, a graves, como dificuldade para respirar e chiado no peito. Em bebês menores de seis meses, há risco maior de evolução para insuficiência respiratória.

Prematuros e bebês com doenças crônicas correm mais risco. Crianças nascidas prematuras, com doenças pulmonares crônicas ou cardiopatias congênitas têm maior probabilidade de hospitalização e complicações graves.

Casos de VSR no Brasil revelam impacto expressivo. Em 2023, foram registrados 247 mil episódios de síndrome respiratória aguda grave, sendo 26% associados ao VSR. Entre bebês de até um ano, houve 60 mil casos e 889 mortes, de acordo com o Ministério da Saúde.

Antes da vacina, a prevenção do VSR apenas dependia de cuidados básicos. As orientações incluíam lavar as mãos com frequência, evitar contato de bebês com pessoas gripadas, higienizar superfícies e redobrar a atenção em ambientes coletivos, como creches e hospitais.

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