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"Supremo decidiu, temos que respeitar", diz presidente do PL sobre Bolsonaro

"Supremo decidiu, temos que respeitar", diz presidente do PL sobre Bolsonaro
"Supremo decidiu, temos que respeitar", diz presidente do PL sobre Bolsonaro

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou no fim de semana que "houve um planejamento de golpe" e que a condenação de Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF) deve ser respeitada. A declaração, feita durante um evento em Itu (SP), provocou forte reação entre os aliados mais próximos do ex-presidente, que consideram a fala um movimento do Centrão para enfraquecê-lo.

No encontro, Valdemar esteve ao lado dos governadores Ronaldo Caiado (União Brasil-GO), Romeu Zema (Novo-MG) e Ratinho Júnior (PSD-PR), todos cotados como alternativas à candidatura de Bolsonaro em 2026. Também participaram os presidentes do PSD, Gilberto Kassab, e do PP, Ciro Nogueira. A presença dessas lideranças reforçou a avaliação de que há articulação para consolidar um nome fora do círculo bolsonarista.

As falas de Valdemar irritaram figuras influentes do grupo de Bolsonaro. O ex-ministro Ricardo Salles disse que o alerta já havia sido dado e que não foi ouvido. Fábio Wajngarten, advogado e ex-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência, contestou a tese de que houve planejamento de golpe. Paulo Figueiredo, aliado próximo de Eduardo Bolsonaro, atacou o dirigente partidário em suas redes sociais.

Para bolsonaristas, a postura de Valdemar indica que o Centrão pretende acelerar a definição de uma candidatura competitiva para 2026, temendo que Bolsonaro atrase a escolha e enfraqueça a coalizão, como ocorreu com Lula em 2018. O nome mais forte dentro do grupo é o do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), embora a família Bolsonaro tente manter influência nesse processo.

A avaliação é de que o ex-presidente deve adiar ao máximo a definição de um sucessor, o que pode atrapalhar os planos do Centrão. Nos bastidores, a tensão cresce entre os bolsonaristas mais fiéis e os dirigentes de partidos do bloco, que veem na movimentação de Valdemar um sinal claro de que Bolsonaro pode ser deixado de lado na estratégia para a disputa presidencial de 2026.

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