A Polícia Federal acusa o empresário brasiliense Fernando Cavalcante de esconder carros de luxo em um shopping de Brasília, horas antes da deflagração de uma operação contra fraudes bilionárias no INSS. Ele teria estacionado uma Ferrari e duas Mercedes na véspera da ação, que só foram retiradas oito dias depois por um motorista suspeito de lavar dinheiro. O caso levantou suspeitas de vazamento de informações.
Na última sexta (12), a PF voltou à casa de Cavalcante e apreendeu a Ferrari, uma Mercedes e artigos de luxo avaliados em milhões, incluindo vinhos raros e itens ligados à Fórmula 1. O empresário não foi preso. A operação foi autorizada pelo ministro do STF André Mendonça.
Também em Brasília, foi preso Antônio Carlos Camilo Antunes, o “careca do INSS”, acusado de pagar R$ 9,3 milhões em propina a servidores para liberar descontos ilegais em benefícios. Em maio, outros carros de luxo já haviam sido apreendidos dele. Em São Paulo, foi preso Maurício Camisotti, suspeito de administrar empresas do esquema.
Na casa do advogado Nelson Williams, outro alvo, a PF encontrou armas, dinheiro vivo e obras de arte. Ele nega participação e diz que sua relação com Camisotti é apenas profissional. Segundo a PF, os bens apreendidos ficarão à disposição da Justiça para ressarcir os cofres públicos.


