SÃO PAULO - O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou nesta quinta-feira um pedido de liminar para revogar a prisão preventiva dos empresários Joesley e Wesley Batista, controladores do grupo J&F, na investigação referente ao uso de informação privilegiada para obter lucros no mercado financeiro. Os advogados dos irmãos Batista vão recorrer até amanhã ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Também nesta quinta-feira, e por manipulação do mercado nessa investigação.
Segundo o STJ, a maioria dos ministros da Sexta Turma entendeu que não havia como anular, na análise de uma liminar, a decisão anterior do Tribunal Regional Federal da Terceira Região (TRF-3), com sede em São Paulo, que manteve a prisão de ambos, sem que antes fosse analisado o mérito de um habeas corpus na instância inferior.
Os ministros também consideraram que a decisão do TRF-3 foi bem fundamentada e não havia motivos para ser revogada.
Em nota, a defesa dos empresários Joesley e Wesley Batista observou que "é injusta e lamentável a prisão preventiva de alguém que sempre esteve à disposição da Justiça, prestou depoimentos e apresentou todos os documentos requeridos", diz o texto assinado pelo advogado Pierpaolo Bottini.
O advogado ressaltou na nota que o relator Sebastião Reis, do STJ, reconheceu em seu voto a desproporcionalidade da medida.

