Três meses após afastar cautelarmente o ministro Marco Aurélio Buzzi por denúncias de assédio sexual, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) cortou as gratificações e verbas indenizatórias adicionais do magistrado. Com a suspensão dos chamados "penduricalhos", a remuneração líquida de Buzzi no contracheque de maio caiu de cerca de R$ 100 mil para R$ 35,1 mil. A medida atende às normas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que proíbem o pagamento de indenizações a juízes fora do exercício efetivo do cargo.
O corte financeiro ocorre após o Pleno do STJ abrir um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) e o Supremo Tribunal Federal (STF) iniciar um inquérito criminal sob relatoria do ministro Kassio Nunes Marques. Buzzi foi afastado por unanimidade em fevereiro de 2026, depois que duas denúncias contra ele vieram a público: a de uma jovem de 18 anos, assediada em Balneário Camboriú (SC), e uma segunda acusação enviada ao CNJ.
A suspensão das verbas extras encerra as críticas que o STJ vinha recebendo por manter pagamentos elevados ao ministro — que chegou a embolsar R$ 72 mil adicionais mesmo suspenso. Além da redução salarial, Marco Buzzi segue proibido de frequentar o tribunal e de utilizar carros oficiais. A defesa do magistrado nega veementemente as acusações e afirma que provará sua inocência.



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