BRASÍLIA - A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal () referendou nesta terça-feira a soltura de , apontado como lobista do . Ele havia sido libertado pelo ministro , em maio, por decisão liminar, que impôs apenas duas restrições: não manter contato com os demais investigados por qualquer meio e não deixar o país, devendo entregar o passaporte.
Nesta terça, o ministro Dias Toffoli endossou a decisão de Gilmar Mendes. O ministro Edson Fachin, para quem a soltura pode afetar a ordem pública, ficou vencido. Ricardo Lewandowski não votou e o decano da Corte, Celso de Mello, que também compõe a Segunda Turma, não estava presente no julgamento.
Apontado pela Polícia Federal como operador do MDB, Lyra foi preso em abril na Operação Rizoma, por ordem do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, por suspeitas de envolvimento com desvios no Postalis, fundo de pensão dos funcionários dos Correios, e de lavagem de dinheiro dos recursos desviados. Lyra acabou denunciado, em maio, pela Lava-Jato no Rio por envolvimento no esquema investigado.
