Um homem de 45 anos é a terceira vítima de consumo de bebida alcoólica adulterada com metanol.
O caso foi confirmado nesta segunda-feira (29), pela Prefeitura de São Bernardo do Campo, em São Paulo. Dois óbitos ocorreram na cidade e um na capital paulista. Os exames do Instituto Médico Legal (IML) ainda vão confirmar a causa.
As vítimas em São Bernardo foram dois homens, de 58 e 45 anos, que morreram após atendimento médico em hospitais diferentes. Em São Paulo, a vítima foi um homem de 54 anos, morador da Zona Leste, que apresentou sintomas no dia 9 de setembro e morreu no dia 15.
O metanol é altamente tóxico e não deve ser ingerido por humanos. Os sintomas incluem dor abdominal, náuseas, vômitos, visão turva e convulsões, o que inicialmente pode ser confundido com ressaca. Em caso de suspeita, a recomendação é procurar imediatamente um serviço médico de emergência. O governo reforça que bebidas de origem clandestina podem conter substâncias tóxicas e devem ser evitadas.
Em nota, o governo federal informou que nove casos de intoxicação por metanol foram registrados em São Paulo em apenas 25 dias, todos ligados ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas. O número foi considerado fora do padrão, já que os casos anteriores estavam relacionados a ingestão de combustíveis em situações de abuso, e não em bares ou eventos sociais.
Mulher perdeu a visão - A designer de interiores Rhadarani Domingos, internada em São Paulo, perdeu a visão após beber caipirinhas adulteradas em um bar de bairro nobre. Ela contou ao Fantástico que ingeriu três doses da bebida e logo passou mal, sem perceber qualquer gosto diferente. Segundo familiares, Rhadarani convulsionou, foi intubada e segue em tratamento desde 21 de setembro. A família espera que ela consiga tratamento para recuperar a visão. O nome do bar não foi divulgado.
Investigação - A Polícia Civil de São Paulo apreendeu 100 garrafas de bebidas alcoólicas em bares do Jardim Paulista e da Mooca nesta segunda-feira (29). O material será periciado pelo Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC).

