A polícia já colheu os depoimentos dos dois sobreviventes da chacina em um bar em Sinop (MT), que deixou sete mortos. Raquel Gomes da Aparecida, que perdeu o marido e a filha na tragédia, contou com detalhes o que presenciou.
Ela conta que momentos antes os suspeitos, Edgar Ricardo de Oliveira,30, e Ezequias Souza Ribeiro, 27, morto pela polícia, estavam jogando sinuca com o marido dela, Getúlio Frazão, 30, valendo dinheiro.
Getúlio teria vencido a dupla por duas vezes e os homens ficaram revoltados. Eles deixaram o bar, mas voltaram logo depois já armados e renderam Getúlio e todos que estavam no local.
De acordo com o relato dela, os primeiros a serem executados foram Getúlio e Maciel Bruno de Andrade, 35, que era o proprietário do bar.
Logo depois veio uma sequência de tiros por parte de Edgar, que estava com uma espingarda e quando os tiros cessaram e a dupla fugiu, ela levantou de trás de uma mesa e viu a filha Larissa Frazão, 12, caída na rua ao lado com um tiro nas costas.
Ela entrou em estado de choque e ficou desnorteada. O segundo sobrevivente, Luiz Carlos Souza Barbosa, que era sobrinho do marido de Raquel, disse ao delegado Bráulio Junqueira, que só assistiu ao momento dos dois primeiros disparos.
Luiz afirma que estava em uma mesa bem perto da entrada do bar e aproveitou o momento em que Ezequias rendeu as vítimas e fez os primeiros disparos para sair correndo.
Ele se jogou em uma área de mata para se salvar, mas antes, viu Edgar voltando do carro com uma espingarda nas mãos.
Foi ele que matou a maioria das pessoas no local, inclusive a prima de Luiz, filha de Getúlio e Raquel.
A cena que não sai da cabeça de Raquel e Luiz chocou o país e causou revolta por parte das autoridades. Ezequias, morreu ao entrar em confronto com a polícia ao ser localizado, Edgar, por sua vez, diz que está “arrependido” e fez questão de ressaltar para o advogado que poupou a vida de Raquel ao pedir que o comparsa não a matasse.

