O namorado de Isabelle Caracristi, João Munhoz, teria pedido que funcionários do condomínio procurassem o celular da jovem nas lixeiras do prédio após a morte dela, segundo relato da síndica apresentado pelo Fantástico nesse domingo (27). A administradora também afirmou que ele orientou que familiares da estudante não entrassem no edifício.
Isabelle, de 22 anos, foi encontrada morta em 13 de setembro, em um condomínio no bairro Aldeota, em Fortaleza. O caso continua sendo investigado pela Polícia Civil do Ceará.
De acordo com a síndica, o pedido para procurar o aparelho ocorreu no dia seguinte à morte da estudante. Na mesma ocasião, segundo o relato, familiares de Isabelle foram impedidos de acessar o condomínio quando chegaram ao local em busca de informações sobre a jovem.
A mãe da estudante afirmou que não recebeu uma ligação direta do namorado comunicando a morte da filha e que só descobriu o que havia acontecido depois de ir ao condomínio.
A investigação também analisa imagens de câmeras de segurança, aparelhos eletrônicos e outros elementos para reconstruir as últimas horas de Isabelle. A Polícia Civil apura ainda possíveis episódios de violência psicológica e uma eventual tentativa de destruição de provas.
A defesa de João Munhoz Neto nega as acusações de comportamento controlador e abuso psicológico. Os advogados sustentam que o relacionamento era recente e que Isabelle tinha liberdade para decidir quando permanecer ou não no apartamento do namorado.
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