A servidora do Ministério da Saúde, Regina Célia, pediu para suspender por 5 minutos o depoimento na CPI da Pandemia. A servidora é fiscal de contratos de vacinas Covaxin, o imunizante indiano mais caro já negociado no Brasil. Ela depões nesta terça-feira (6).
A servidora foi apontada pelo deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) e por seu irmão, o servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda, como a responsável por autorizar a importação de 20 milhões de doses do imunizante.
Acontece que a área de importação do ministério constatou problemas e indícios de fraudes nos contratos para compra do imunizante indiano.
De acordo com os irmãos, Regina Célia era a fiscal do contrato com a Bharat Biotech, empresa indiana que desenvolveu o antígeno. A fatura bilionária gerada para a compra trazia número menor de doses do que o combinado, determinação de pagamento antecipado e o nome de uma empresa intermediária que não constava no contrato, afirmaram os irmãos.
Segundo Luis Ricardo Miranda, as duas primeiras irregularidades foram sanadas depois de identificadas, mas a fatura permaneceu em nome da empresa intermediária — a Madison Biotech, baseada em Singapura.
Ainda no início do depoimento, Regina Célia disse à CPI que assumiu a função de fiscalizar contratos em 2016, na gestão do então ministro e atual senador Marcelo Castro (MDB-PI).



