A servidora do Ministério da Saúde, Regina Célia, fiscal de contratos de vacinas, inclusive da compra da Covaxin, o imunizante indiano mais caro já negociado no Brasil, disse, nesta terça-feira (6), na CPI da Pandemia, que se baseou na quantidade de 3 milhões para autorizar importações das doses.
“Decidi por conta da justificativa apresentada pela empresa. Me baseei no quantitativo de 3 milhões de doses que não traria prejuízo naquele momento”, disse Regina Célia.
A servidora foi apontada pelo deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) e por seu irmão, o servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda, como a responsável por autorizar a importação de 20 milhões de doses do imunizante.
Acontece que a área de importação do ministério constatou problemas e indícios de fraudes nos contratos para compra do imunizante indiano.
Ainda no início do depoimento, Regina Célia disse à CPI que assumiu a função de fiscalizar contratos em 2016, na gestão do então ministro e atual senador Marcelo Castro (MDB-PI).



