A resolução do Contran mira os motoristas profissionais. A partir de julho, será obrigatório que portadores das carteiras de motoristas dos tipos C, D e E (transporte de passageiros e cargas, ônibus, caminhões e carretas) façam um teste toxicológico para renovar e emitir a habilitação. O exame, com amostras de unhas e cabelos, pode detectar o uso de drogas até 90 dias antes de ser realizado.
Os exames terão de ser feitos em laboratórios credenciados e os resultados, com um laudo, apresentado aos Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans), com o resto dos documentos para emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A estimativa do Contran é que o custo fique entre 350 e 400 reais e deverá ser pago pelo motorista ou empregador. Se o resultado for positivo, será permitido que seja feita uma contraprova, em até 90 dias. A CNH só será emitida se esse segundo teste der negativo.
No Senado, o texto aprovado na CCJ é terminativo, o que significa que não precisa passar pelo plenário da Casa. No entanto, ainda será votado mais uma vez na comissão na próxima semana por se tratar de um substitutivo ao projeto inicial. Em seguida, deve ser sancionado pela presidente Dilma Rousseff.
Além de aumentar, significativamente, as multas para os motoristas pegos dirigindo embriagados, participando de rachas, em altíssima velocidade ou que omitirem socorro caso de acidente, terão o direito de dirigir suspenso por um ano já na primeira infração. O projeto ainda prevê que quem for pego dirigindo com a habilitação cassada pode ter o direito suspenso por dois anos em medida cautelar despachada pela autoridade de trânsito.


