BRASÍLIA - O presidente do Senado, (PMDB-CE), abriu sessão e disse que colocará o caso do senador (PSDB-MG) em votação, porque já há quorum na Casa, e que a votação será aberta. Eunício disse que ele mesmo já tinha decidido que a votação será aberta, querendo dizer que não foi pautado pela decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de determinar que o posicionamento fosse aberto e não secreto.
— É o primeiro item da pauta, está no primeiro item da pauta, está em regime de urgência, e vou dar sequência. Não cabe ao presidente do Congresso colocarem em plenário. Na hora em que temos mais de 41 senadores, posso abrir a sessão e é o que farei. Já tinha uma posição pessoal firmada e cabe ao presidente do Senado tomar as decisões. Baseado em tudo aquilo que já tinha sido levantado, a Constituição, quando fez a mudança, não contemplou que essa matéria seria secreta. Já tinha definido isso desde ontem — disse Eunício, sendo que a decisão de Alexandre de Moraes foi de hoje.
Eunício criou confusão ao tentar explicar o processo de votação. Ele disse que para manter ou não a decisão do STF serão necessários 41 votos, a depender da forma como ele colocar a questão: se os senadores querem manter a decisão do STF ou de forma diversa, se os senadores querem derrubar a decisão.
— Fala-se na maioria dos membros da Casa, que são 41 membros. Em votação aberta, nem eu e nem o senador (Aécio) votam. Para aprovar, devemos ter 41 votos, dependendo da chamada que eu fizer. Mas será sempre 41 votos: ou para manter a decisão da primeira turma, ou para revogar a decisão da primeira turma. É clara a Constituição que devemos ter 41 voto. Mas nada altera: você terá ou 41 sim ou 41 não
Eunício esteve com o presidente Michel Temer na noite de segunda-feira, mas negou que tenham falado do caso Aécio.
— Não falamos com o senador Aécio e muito menos no caso Aécio. Não tinha sentido um presidente da República ir à minha casa tratar disso _ disse ele.
O presidente do Senado disse que não falou mais com Aécio desde o seu afastamento, mas sim com senadores do PSDB que o procuraram ontem e hoje:
— Não tem pedido (do PSDB). Não tem vote ou não vote. Vou dar seguimento ao que determina a Constituição — disse ele.

