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Seis trabalhadores escravizados são resgatados em obras no Mato Grosso

Seis trabalhadores escravizados são resgatados em obras no Mato Grosso
Seis trabalhadores escravizados são resgatados em obras no Mato Grosso

Seis trabalhadores que viviam em situação análoga à escravidão foram resgatados no dia 22 de maio em uma obra  residencial localizada em um condomínio de alto padrão na Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso.

De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a operação, divulgada apenas nesta sexta-feira (30), foi motivada por denúncias de trabalho escravo contemporâneo envolvendo quatro operários do Maranhão e dois da Venezuela.

Os trabalhadores resgatados, de acordo os auditores fiscais, foram recrutados pelo proprietário da empresa contratante, que prometeu condições adequadas de alojamento e alimentação no local de trabalho.

Contudo, no momento da inspeção, os trabalhadores — que atuavam como pedreiros e serventes de pedreiro — foram encontrados vivendo em situação degradante. Dormiam em colchões no chão ou em camas improvisadas com restos de madeira da própria obra, em um ambiente sem ventilação adequada e sem condições mínimas de higiene. Todos estavam alojados em uma única casa com apenas um quarto.

Segundo a equipe de fiscalização os alojamentos no local eram precários, com trabalhadores sem registro em carteira, submetidos à condição de servidão por dívida com os empregadores. A contratação foi feita de forma informal por uma empresa terceirizada da área da construção civil.

Relatos colhidos pela auditoria também revelaram que a alimentação fornecida pelo empregador se limitava a arroz, feijão e macarrão. Caso quisessem complementar a refeição com proteínas, como carne ou ovos, ou adquirir produtos de higiene e água potável, os trabalhadores tinham que arcar com os próprios recursos.

Ainda de acordo com o MTE, os pagamentos eram realizados via Pix, utilizando nomes de diversas pessoas físicas e jurídicas ligadas ao contratante, o que levanta suspeitas de fraudes trabalhistas e tributárias.

Os trabalhadores resgatados foram inicialmente encaminhados para uma pousada na Chapada dos Guimarães, com as despesas custeadas pelo empregador, e posteriormente para a Pastoral do Migrante, em Cuiabá, onde receberam acolhimento.

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