RIO - A um ano da eleição, a reação às pesquisas de intenção de voto pode estar contaminada pelo impulso, mas o pleito presidencial de 2018 pode significar o fim da grave crise política que o país atravessa. Para isso, segundo o presidente do Tribunal Superior Eleitoral e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), , é necessários que os futuros incorporem o discurso de reformas e soluções para problemas graves, como a .
— Eu acho que essa é uma justa expectativa (que a eleição presidencial traga o fim da crise política). Agora, é fundamental que questões que estão incomodando a sociedade como um todo, por exemplo, a segurança pública e a reforma política sejam colocadas na plataforma dos partidos e dos candidatos. Para que haja compromisso e sequência das reformas que a sociedade reivindica — disse o ministro ao GLOBO.
Segundo ele, a pauta de segurança pública tem ajudado a galvanizar o apoio a alguns pré-candidatos à Presidência, e os partidos precisam incluir essa questão nas suas plataformas, sob risco de perderem apoio popular.
— Isso possibilita ondas populistas. É preciso que as forças políticas tradicionais reflitam sobre isso — afirmou o ministro, sem citar nenhum pré-candidato.
Nesse momento, um ano antes da eleição, o presidente do TSE acredita que o eleitor ainda está reagindo com o “fígado” e com o “impulso das notícias”.
— Mas, no momento em que se trata de delegar a tarefa de escolher o governo a alguém, certamente ele será mais racional. Isso é próprio das democracias mais maduras e acho que estamos atingindo esse estágio.
Para ele, apesar de haver muitos nomes incluídos como futuros candidatos à Presidência, os partidos farão uma depuração, reduzindo os postulantes.
— Os partidos acabarão fazendo alianças para garantir a presença no Congresso e isso pode diminuir o número de candidaturas. Aquele candidato majoritário que não tiver capacidade de aglutinação condena seu grupo ao definhamento no Congresso, e ninguém quer ter bancada pequena.

