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Secretaria do Consumidor reforça suspensão de venda de celular sem bateria

Secretaria do Consumidor reforça suspensão de venda de celular sem bateria
Secretaria do Consumidor reforça suspensão de venda de celular sem bateria

Enquanto a gigante de tecnologia Apple anunciou o começo da venda do novo modelo de smartphones no Brasil, a Secretaria Nacional do Consumidor reforçou que a venda de iPhones sem carregador de bateria está suspensa em todo o país. A medida está em vigor desde o dia 6 de setembro, com a previsão de multa de mais de R$ 12 milhões, mas está sendo descumprida.

Nessa quinta-feira, dia 13 de outubro, a Justiça de São Paulo também considerou que a conduta da fabricante do iPhone é abusiva e ilícita. E condenou a empresa ao pagamento de 100 milhões de reais de multa pela retirada dos carregadores. Além disso, a decisão determinou que a empresa forneça os adaptadores a todos os consumidores que compraram iPhones nos últimos dois anos.

A Apple entende que só a Anatel, que é a agência reguladora do setor, poderia impor essa regra. Já a Senacon avalia que cabe a ela resguardar os direitos do consumidor, enquanto a Anatel atesta a segurança e o bom funcionamento dos produtos. Mesmo assim, a Secretaria Nacional do Consumidor pediu que a Anatel analise a possibilidade de cassar o registro dos iPhones no país.

Entre as irregularidades apontadas pela defesa do consumidor estão venda casada, quando a empresa obriga o usuário que compra o telefone a comprar também o carregador; venda de produto incompleto, o que o torna impróprio para consumo; discriminação contra consumidores que não têm renda para trocar o telefone constantemente; e a transferência da responsabilidade de fornecer o carregador para outros comerciantes.

A Senacon informou que a Apple entrou com recurso administrativo e, por isso, o pagamento da multa foi suspenso. Mas só isso. De acordo com a secretaria, a proibição de venda está mantida, mesmo durante a análise desse recurso da empresa. Se a venda continuar, a Apple será considerada reincidente e pode sofrer novos processos administrativos.

A reportagem solicitou mais informações à Apple, mas, até o fechamento, não obteve retorno.

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