O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teve o registro de sua candidatura ao Palácio do Planalto bloqueado nesta quinta-feira (13) após aparecer indevidamente filiado ao partido Missão nos sistemas da Justiça Eleitoral. O imbróglio ocorre a poucos dias do encerramento do prazo, que termina neste sábado (15).
A equipe jurídica da campanha descobriu a alteração cadastral entre a noite de terça-feira e a manhã de quarta-feira, constatando por meio de certidão que o parlamentar constava nos registros da legenda adversária em vez do PL. A defesa planeja acionar as autoridades para solicitar a abertura de um inquérito policial.
O Contraponto do Partido Missão
Em nota oficial, o Missão — que tem o empresário Renan Santos como pré-candidato à Presidência — negou qualquer interesse em abrigar o senador, citando divergências ideológicas e acusações de corrupção.
Alerta prévio: O partido afirmou que o gabinete de Flávio Bolsonaro havia sido notificado sobre a tentativa de filiação desde o dia 2 deste mês, com comprovantes de leitura de e-mails que não teriam recebido resposta.
Tentativa de anulação: A legenda informou que tentou cancelar o vínculo logo após detectar a fraude, mas a alteração foi rejeitada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Ação policial: O Missão declarou que já acionou a Polícia Federal e o TSE para identificar e punir os responsáveis pela fraude digital.
Reações e Corrida contra o Tempo
Por meio de um vídeo publicado na rede social X (antigo Twitter), Flávio Bolsonaro classificou o episódio como uma manobra para barrar sua candidatura:
"Vocês viram aí que fraudaram a minha filiação partidária. O sistema vai tentar de tudo para me parar, mas não vai conseguir não porque Deus está no comando e a gente junto vai resgatar o nosso Brasil."
Com o prazo fatal de registro se encerrando no sábado, a campanha tenta normalizar a situação jurídica para oficializar a chapa, que tem como candidato a vice o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL).
Enquanto isso, outros concorrentes à Presidência — como o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) — já tiveram suas candidaturas registradas no TSE. As assessorias do TSE e do PL ainda não se posicionaram oficialmente sobre o caso.



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