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Rosa Weber promete liberar em breve ação penal que investiga caixa dois de Maluf

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BRASÍLIA - A ministra , do Supremo Tribunal Federal (), promete liberar "breve, breve" ação penal em que o deputado afastado (PP-SP) é réu por . Ela é revisora do caso. O relator é o ministro , que no começo do mês passado o entregou para a revisão da ministra. No ano passado, em razão de condenação por lavagem de dinheiro em outro processo na corte, Maluf foi preso. Na semana passada, porém, o ministro também do STF, lhe garantiu o direito da prisão domiciliar em razão de seu estado de saúde.

— Breve, breve. Já estou examinando (o processo) — disse Rosa.

Após Rosa liberar o caso, ele poderá ser analisado na Primeira Turma do STF, da qual também fazem parte Fux, e os ministros Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes e Marco Aurélio Mello. Maluf é suspeito de ter omitido na prestação de contas da campanha de 2010 R$ 168 mil doados pela empresa Eucatex, de propriedade da sua família.

Em depoimento prestado em 24 de agosto de 2016, Maluf negou ter ingerência nas contas de sua campanha. Segundo ele, quem tratava disso era a comissão financeira eleitoral registrada junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo. O deputado disse inclusive que nunca procurou financiadores de campanha. O depoimento foi marcado pelo bom humor de Maluf. Ele chegou a cantarolar a música que embalou a seleção brasileira tricampeã mundial em 1970, mas errou a letra. Ele destacou também que, ao longo da sua vida pública, jamais empregou parentes.

Na ação penal em que já foi condenado no ano passado, a Primeira Turma do STF o considerou culpado pelo crime de lavagem de dinheiro. Segundo as investigações, os recursos lavados seriam oriundos principalmente de desvios das verbas para a construção da Avenida Águas Espraiadas, em São Paulo, quando Maluf era prefeito da cidade (1993-1996). A defesa chegou a pedir a declaração de prescrição dos crimes. Mas, por quatro votos a um, os ministros da Segunda Turma do STF declararam que o crime de lavagem tem natureza permanente – ou seja, só se interrompe quando as autoridades descobrem o dinheiro escondido, possibilitando o início das investigações.

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