RIO - As forças de segurança do Acre prenderam pelo menos 26 pessoas, após Rio Branco, capital do estado, ser alvo de uma série de ataques durante a madrugada e começo da manhã do domingo (6). De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (Sest) do Acre, as ações criminosas foram ordenadas por facções que atuam nos presídios locais, insatisfeita com a instalação de bloqueadores de celular nas unidades prisionais do estado. A segurança está reforçada em todo o estado.
Durante a madrugada, três pessoas foram assassinadas e três ônibus foram incendiados em diferentes áreas de Rio Branco. Mais um coletivo foi queimado durante a manhã. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública diz que neste momento a situação encontra-se controlada: "A situação está devidamente controlada, mediante a ação das forças de segurança pública, que estão em campo, para prevenir e reprimir as práticas criminosas, além do constante monitoramento realizado pelo serviço de Inteligência”.
Em seu perfil em uma rede social, o governado Tião Viana (PT) afirmou que 22 criminosos, apontados como possíveis articuladores dos ataques de dentro das prisões, foram colocados sob Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) nas penitenciárias do Acre. Ele prometeu responder com energia à ação das facções: '
A cada covarde tentativa de intimidação por criminosos, mais firme será a resposta do Estado. Realizamos muitas prisões, identificamos os líderes e nossas forças policiais estão em total reação neste momento".
Viana ainda criticou a ação do governo federal na área de segurança pública: " Lamentavelmente o governo federal é omisso na luta contra o narcotráfico na Amazônia, salvo pela bravura de parceiros do Exército, PF e PRF", afirmou o governador.

