O caso de oito pessoas da mesma família que estão desaparecidas no Distrito Federal ganhou uma reviravolta nesta terça-feira (18). Isso porque um dos homens presos como suspeito de participar do crime contou à polícia que matou seis vítimas por ordem das outras duas que são respectivamente pai e filho.
Segundo o acusado, Horácio Carlos Ferreira Barbosa, de 49 anos, o crime foi encomendado por Thiago Gabriel Belchior de Oliveira e Marcos Antônio Lopes de Oliveira e que o crime bárbaro teve motivações financeiras.
Horácio contou que ele e os comparsas teriam recebido R$ 100 mil da dupla para assassinar as mulheres e três crianças de 6 e 7 anos. O possível cativeiro onde teriam duas vítimas teriam sido mantidas foi encontrado no DF.
A polícia esclarece que Thiago é marido da cabeleireira Elizamar Silva, 39, e pai de um menino de um menino de 6 anos e um casal de gêmeos de 6 anos.
Na quinta-feira (12), dia do desaparecimento deles, Thiago contou para parentes que tinha discutido com a mulher e que ela teria saído de carro com as crianças.
Na sexta (13), o carro foi achado carbonizado com quatro corpos que ainda estão em fase de identificação.
A essa altura, Thiago tinha ido para a casa dos pais e logo em seguida ele, a mãe Renata Juliene Belchior, de 52 anos, a irmã Gabriela Belchior Oliveira, de 25 anos e o pai, Marcos Antônio, que o segundo suspeito de planejar e ordenar o crime, também sumiram.
O carro da família foi achado no sábado (14), também carbonizado com dois corpos dentro, que o preso afirma ser de Renata e Bruna. Ele conta que Elizamar e os filhos morreram primeiro e que Renata e Bruna foram mantidas reféns no cativeiro por alguns dias.
Posteriormente, elas foram colocadas no carro, levadas para uma estrada e sufocadas no automóvel antes de serem carbonizadas. Tudo isso foi realizado por três homens, que estão presos, e pela suposta amante de Marco Antônio e a filha dele, que ainda não foram encontrados pela polícia.
Se a polícia confirmar a identidade dos corpos e Thiago e Marco Antônio não estiverem entre as vítimas, eles passam a ser considerados foragidos pela barbárie.
Até o momento, dos três presos, apenas Horácio prestou depoimento e está colaborando com a polícia, os outros dois, Gideon Batista de Menezes, de 55 anos, e Fabrício Silva Canhedo, de 34 anos, o suposto vigia do cativeiro, preferiram se manter em silêncio.




