Em fevereiro do ano passado, 34 brasileiros que estavam em Wuhan, foram transportados pela Força Aérea Brasileira para Goiás. Na época, a cidade chinesa era o epicentro do coronavírus.
Hoje, um ano depois, o relato de alguns dos resgatados, revela que para eles, era melhor ter continuado na China. "Todos falam que, se soubéssemos como [o Brasil] estaria hoje, não teríamos voltado para cá", disse ao Extra, Adrielly Eger, modelo catarinense que foi trazida de Wuhan para o Brasil.
Na época, quando os brasileiros chegaram, ainda não havia nenhum caso confirmado no país. Hoje, o Brasil é o terceiro país no mundo com mais casos de covid-19, ficando atrás apenas de EUA e Índia. Já a China, segundo a Universidade John Hopkins, tem pouco mais de 100 mil casos, o que a coloca na posição 82 no mundo.
"Eles [chineses] tiveram coerência. Quando foi preciso, fecharam tudo, foram radicais. Aqui foi um caos total. Não havia conversa entre estados, municípios, governo. O presidente queria abrir, o resto queria fechar. Por isso a crise está se estendendo tanto tempo", falou para o analista mineiro Vitor Campos, um dos também resgatados de Wuhan.

