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Renan critica senadores que fizeram abaixo-assinado e provoca bate-boca

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BRASÍLIA. O senador (PMDB-AL), aliado do ex-presidente , colocou fogo no plenário ao subir na tribuna para atacar os 20 senadores que assinaram uma carta entregue no Supremo Tribunal Federal () pedindo que não fosse mudado o entendimento de em . Renan leu um a um o nome dos senadores que assinaram a nota, e os chamou de “traidores” e “vivandeiras” que foram ao Supremo para pedir que a Constituição fosse rasgada. Os senadores que assinaram a nota ficaram revoltados e o bate-boca esquentou.

— Vinte senadores foram ontem como vivandeiras alvoroçadas ao Supremo pedir que Constituição fosse rasgada e não se garanta a presunção de inocência — disse Renan, começando a ler a lista pelo senador Lasier Martins (PSD-RS), que colheu as assinaturas.

Colega de partido de Renan, o senador suplente do ministro Aloysio Nunes , Ayrton Sandoval (PMDB-SP), reagiu muito nervoso, dizendo que não aceitava as colocações de Renan.

— Vossa Excelência pode rasgar a Constituição porque não foi eleito, veio aqui para puxar o saco de um governo moribundo — reagiu Renan, exaltado.

— Moribundo é vossa excelência que já está fedendo! — respondeu Ayrton Sandoval aos gritos, completando depois que , como deputado Constituinte, tinha assinado a Constituição e ninguém mais que ele tinha legitimidade para assinar a carta ao STF.

Em seguida Renan cobrou do presidente Eunício Oliveira (PMDB-CE) uma reação as manifestações do general Eduardo Villas Boas e cobrou do governo sua demissão.

— A nota do general não diz nada demais, mas está cheia de insinuações nas entrelinhas contra a democracia e contra a Nação. O general Mourão foi demitido pela presidente Dilma. Se houvesse governo já teria tido a demissão desse general — cobrou Renan.

Autor da carta entregue ontem ao STF, Lasier Martins contra-atracou Renan, dizendo que entendia seu nervosismo, porque estava preocupado com sua reeleição e tinha enxergado a expectativa de Lula ser eleito e , como apoiador de todos os governos, estava defendendo o petista.

— Os 20 senadores que assinaram essa carta, nenhum está respondendo a investigações da Lava-Jato. Estão do lado de milhões de brasileiros que foram ontem as ruas porque entendem que Lula é um réu que furou a fila de quatro mil habbeas corpus — respondeu Lasier.

— Eu não aceito ser censurado por alguém que não tem a menor condição de censurar ninguém — apoiou Valdemir Moka

Ao ler os nomes dos que assinaram, Renan disse que se soubesse que a senadora Simone Tebet (MS) que assumiu a liderança do PMDB iria assinar a carta para “rasgar a Constituição”, não teria votado nela para líder. Ao ir ao microfone para defender Simone, a senadora Ana Amélia (PP-RS) criticou Renan por atacar uma mulher e o chamou de “coronel”. Mas Renan ficou agitado quando ela lembrou a “incoerência” do ex-presidente do Senado quando “violentou” a Constituição ao criar uma saída para a ex-presidente Dilma Rousseff , cassada, não perder os direitos políticos.

Essa “violação” a Constituição por Renan foi ainda criticada por outros senadores, como Ataides Oliveira (PSDB-TO).

— Em 2016, sentado ali na Mesa, ao lado do presidente Ricardo Lewandoviski, ardilosamente violentou a Constituição ao aceitar uma chicana, um corte, interpretou a Constituição de forma absolutamente casuística para manter os direitos políticos da presidente Dilma mesmo tendo o mandato cassado. Onde está a coerência de agora dizer que estamos rasgando a Constituição? — discursava Ana Amélia, quando Renan começou a esbravejar embaixo.

— Senador Renan, deixe a senadora Ana Amélia falar, está no tempo dela — tentava apaziguar Eunício.

— É o coronel querendo calar as mulheres! Está falando o coronel! — reagiu Ana Amélia.

No meio da confusão, o senador Magno Malta (PR-ES) adentrou o plenário, em mangas de camisa, e tentou também rebater Renan, por ter sido citado.

— Vossa Excelência não foi citado e nem está adequadamente vestido para falar _ negou Eunício, mas depois voltou atrás e viu que Magno tinha sido citado por Renan.

Magno então respondeu a Renan.

— Me orgulha muito ter assinado a lista e poder ter ido ao Supremo para dizer: isso aqui não é uma casa de brinquedo onde vocês fazem o que querem e desfazem em seguida — disse Magno.

— Em 2009 mudaram a Constituição para beneficiar os mensaleiros. Foi restituída em 2016. Agora querem mudar de novo para não deixar ir para a cadeira o maior corrupto do mundo! — reagiu Flexa Ribeiro (PSDB-PA), dizendo também que não aceitava ser censurado por Renan.

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