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PSB critica celeridade da Justiça e manifesta apoio a Lula

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BRASÍLIA — A um dia do do recurso do ex-presidente Luiz Inácio da Silva no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (), o criticou a celeridade da Justiça e declarou ao petista. Em nota, o partido defende “que o tribunal político mais adequado em uma democracia é o voto popular, em eleições livres”.

A sigla destaca “ certa atipicidade na velocidade com que tramitou o processo em segunda instância". “Quanto a esse aspecto, notamos que a rapidez da Justiça é um direito que assiste a toda a população, mas superar, no caso específico, a morosidade habitual, terminou por criar um fato político”, diz o texto, assinado pelo presidente do partido, Carlos Siqueira.

Ainda na avaliação do partido, uma solução política, por meio das urnas, “ é condição necessária para que o País supere a crise política que vivencia há pelo menos três anos”.

O PSB, que já foi aliado do PT, rompeu a aliança quando lançou a candidatura de Eduardo Campos à presidência, em 2014. Campos morreu em um acidente aéreo durante a campanha. O partido ainda não decidiu se terá um candidato próprio nas eleições deste ano, ou se apoiará outra legenda.

Já a Rede, também em nota, afirmou que “irá respeitar o resultado do julgamento”, ressaltando que “todos são iguais perante a lei”. O partido afirmou que “acompanha com muita apreensão o clima de hostilidade”, e orientou seus filiados a “manifestarem suas opiniões de maneira pacífica”.

“O Partido Socialista Brasileiro – PSB, como todas as demais forças políticas instituídas do País, vem sendo chamado a se manifestar sobre o julgamento do ex-presidente Lula, que ocorrerá no próximo dia 24/1.

Nesse contexto, há dois elementos que merecem destaque. Em primeiro lugar, verifica-se certa atipicidade na velocidade com que tramitou o processo em segunda instância.

Quanto a esse aspecto, notamos que a rapidez da Justiça é um direito que assiste a toda a população, mas superar, no caso específico, a morosidade habitual, terminou por criar um fato político.

Em segundo lugar, considera-se que o tribunal político mais adequado em uma democracia é o voto popular, em eleições livres — avaliação essa que é comum, no presente caso, à maioria das forças políticas responsáveis, independentemente de seu espectro ideológico.

Cabe observar, ainda, que uma solução política, por meio das urnas, que se viabilize respeitando de modo estrito a legalidade, é condição necessária para que o País supere a crise política que vivencia há pelo menos três anos.”

“A REDE acompanha com muita apreensão o clima de hostilidade que se forma em torno do julgamento do ex-presidente Lula e orienta seus filiados a manifestarem suas opiniões de maneira pacífica - esperando que a sociedade brasileira também o faça. A direção nacional da REDE tem manifestado apoio às investigações da operação Lava Jato por entender que são necessárias para o aprimoramento da democracia no Brasil.

A REDE irá respeitar o resultado do julgamento pelo Tribunal Regional Federal - 4ª Região e lembra que o sistema judiciário possui seus próprios mecanismos de revisão de decisões que devem seguir critérios técnicos, independente da conjuntura política.

Todos são iguais perante a lei e essa é a base do regime democrático em qualquer lugar do mundo. Por isso a REDE também tem defendido o fim do foro privilegiado, que dificulta o julgamento dos políticos investigados por corrupção e cria duas categorias de cidadãos.”

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