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Professor de igreja é preso suspeito de estupros

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Foto: Reprodução/Facebook

Subiu para nove o número de vítimas que relatam ter sido estupradas por Marcos Bueno Ribeiro, que atuava como professor da 1ª Igreja Batista de Amparo (SP) e está preso preventivamente desde sexta-feira (20). A nona criança, uma menina de 12 anos, teria reconhecido o suspeito após vê-lo em uma reportagem exibida na TV sobre o caso. A Polícia Civil deve receber, nesta segunda-feira (23), o depoimento do pastor da instituição e a lista com os nomes das vítimas.

Segundo um site de notícias do Globo, os pais registraram boletim de ocorrência na Polícia Civil. Segundo o relato, ela começou a chorar quando viu a foto do professor e confessou que ele teria passado a mão em suas partes íntimas enquanto ela brincava com outras crianças em um pula-pula no pátio da igreja em agosto.

As outras oito vítimas foram apontadas pelo próprio professor durante depoimento após a prisão. Segundo Fernando Ramon Petrucelli Moralez, delegado titular de Amparo, a Polícia Civil não descarta a possibilidade de aparecimento de novas vítimas durante as investigações.

“Esse número [de vítimas] ainda não está fechado. Acreditamos que pode haver mais e as investigações prosseguem para identificar outras novas vítimas”.

Moralez apontou um possível perfil das vítimas, já que todas são do gênero feminino e têm até 12 anos de idade. “Ele se aproveitava da facilidade que tinha de acesso às vítimas, da confiança dos pais, da instituição e do cargo dele”.

Denúncia veio dos pais

O delegado contou que o primeiro registro da série de estupros chegou através dos pais de uma das vítimas. Eles haviam sido comunicados pelo pastor da instituição, após o mesmo receber uma confissão do professor, e não quiseram esperar que o líder religioso fizesse uma denúncia por escrito.

“Ele provavelmente não estava aguentando internamente, acabou confessando para o pastor da igreja e os pais vieram a tomar conhecimento posteriormente”, afirmou Moralez.

As outras vítimas devem ser ouvidas ainda nesta semana, através de depoimentos dos pais. “Existe um procedimento especial em que elas são ouvidas indiretamente através dos familiares e posteriormente em juízo, somente uma vez, com a presença de psicólogo e assistente social”, explicou.

 

As crianças que perdemos

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