A ministra Cármen Lúcia assumiu a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sucedendo Alexandre de Moraes, em uma cerimônia realizada, nesta segunda-feira (3), na sede da Corte com a presença de autoridades, incluindo os presidentes da República, do Senado, da Câmara e do Supremo Tribunal Federal. Esta é a segunda vez que Cármen Lúcia assume o cargo, sendo a primeira mulher a liderar a Justiça Eleitoral brasileira. Sua gestão enfrentará desafios como a organização das eleições de 2024, com foco na regulação do uso da inteligência artificial e no cumprimento da cota de gênero pelos partidos políticos.
A solenidade marcou também a posse do ministro Nunes Marques como vice-presidente do TSE. Durante o evento, foram destacados os elogios de Alexandre de Moraes à ministra, enfatizando sua capacidade de garantir eleições livres e transparentes. Com a proximidade das eleições de 2024, Cármen Lúcia terá que lidar com desafios como a desinformação online e a divisão equitativa de candidaturas entre homens e mulheres.
Neste contexto, o TSE aprovou medidas para regular o uso da inteligência artificial e aumentar a responsabilidade das grandes empresas de tecnologia. Além disso, uma súmula foi aprovada para consolidar a jurisprudência do tribunal nos casos de irregularidades na divisão de candidaturas por gênero.
