A assinatura do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, prevista para este sábado (20), foi adiada para janeiro. A informação foi confirmada por fontes diplomáticas às agências AFP e Reuters após comunicado da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, aos líderes do bloco.
O pacto criaria a maior zona de livre comércio do mundo, mas o cronograma foi revisto depois que Itália e França passaram a defender mais tempo para negociações e maior proteção aos setores agrícolas europeus. O tema domina as discussões da reunião do Conselho Europeu, iniciada nesta quinta-feira (18), em Bruxelas.
A França lidera a oposição ao acordo e exige novas salvaguardas para seus agricultores. O presidente Emmanuel Macron afirmou que o tratado não pode ser assinado nas condições atuais. Em sentido oposto, Alemanha, Espanha e países nórdicos defendem a aprovação, alegando benefícios comerciais e estratégicos para o bloco.
Enquanto isso, o Brasil mantém discurso otimista. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a Itália não é contrária ao acordo e que o adiamento pode permitir a construção de consenso. No mesmo dia, agricultores europeus protestaram em Bruxelas contra o tratado, com registro de confrontos com a polícia e danos a prédios públicos.


