Bley alegou em sua carta de renúncia, apresentada durante reunião do Conselho, que não poderia abrir mão de suas convicções. "Confesso que prefiro a vergonha da renúncia a ter que conviver com a vergonha de ter traído a minha consciência, pois quando um indivíduo abre mão de suas convicções, perde sua identidade e o significado de sua existência", disse.
O CRM-PR informou, por meio de nota, que o presidente não estava à vontade. Na nota, ele alegava falta de zelo para assegurar uma assistência de qualidade e de que haveria uma pressão por parte do governo. Com a saída de Alexandre Bley, o médico Maurício Marcondes Ribas assume a vaga.
Mesmo contrário ao programa, o CRM vai conceder os documentos, mas fará a ressalva de que o Ministério da Saúde se responsabilizará pelos médicos. Nesta terça, 24, o CRM-PR, que chegou a ir à Justiça para barrar o programa no Estado, concedeu o registro de oito dos 30 médicos estrangeiros que aguardam liberação. A expectativa é que até a próxima segunda-feira, 30, mais 12 registros sejam liberados.



