BRASÍLIA - A decisão da Mesa da Câmara de enviar à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) uma única peça promete gerar debate na comissão. O próprio presidente da CCJ, deputado Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), informou que ainda não recebeu o comunicado, mas disse que os aspectos desta denúncia são diferente da primeira denúncia, porque envolve mais de um crime imputado ao presidente Michel Temer e três pessoas acusadas.
— Ainda não fui comunicado da decisão da Mesa e não tive acesso aos ofícios que foram encaminhados à Câmara. Assim que chegar vou avaliar qual o desdobramento que pode haver e qual o limite da minha atuação nisso. Há realmente diferença neste caso porque há imputação de dois crimes numa mesma denúncia e há mais de uma pessoa para autorizar ou não o processamento. Tudo isso preciso avaliar — disse Pacheco AO GLOBO.
Já o líder do DEM na Câmara, deputado Efraim Filho (PB ), disse que o entendimento adotado pela da Secretaria Geral da Mesa é sempre uma decisão "com solidez".
— A primeira impressão é que é possível haver a análise conjunta. A autorização da Câmara é focada na responsabilidade do presidente. Os ministros já podem ser investigados — disse Efraim.
Setores jurídicos do Planalto estavam com o mesmo entendimento da Secretaria Geral da Mesa da Câmara.

