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Políticos também serão investigados, diz presidente da CPI do Crime Organizado

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Políticos também serão investigados, diz presidente da CPI do Crime Organizado
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O presidente da CPI do Crime Organizado, senador Fabiano Contarato (PT-ES), afirmou que a comissão deve investigar não apenas as facções e milícias, mas também o envolvimento de políticos e integrantes do chamado “andar superior” que alimentam o avanço das organizações criminosas no país. Instalado nesta terça-feira (4), o colegiado tem como relator o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) e o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) como vice-presidente.

Contarato, que é delegado de polícia e filiado ao PT, destacou que a CPI precisa oferecer resultados concretos e não se transformar em um palanque político às vésperas das eleições de 2026. Segundo ele, o foco será técnico e pragmático, com propostas que fortaleçam o combate ao crime organizado e a cooperação entre União, estados e municípios. “A CPI tem que prestar um serviço à população, com soluções efetivas. Vamos atuar com objetividade e responsabilidade”, afirmou.

O senador também defendeu que a esquerda incorpore o debate sobre segurança pública de forma mais consistente. Para ele, é possível conciliar o combate firme à criminalidade com o respeito aos direitos humanos. “Passou da hora de entendermos que discutir segurança pública não é pauta exclusiva da direita. Ser progressista não significa ser permissivo com quem comete crimes”, disse.

Questionado sobre a recente declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que classificou como “matança” a operação no Rio de Janeiro que deixou 121 mortos, Contarato afirmou que o petista demonstrou preocupação legítima, mas que é preciso cautela antes de qualquer julgamento. “Talvez ele não tenha sido feliz na colocação, mas sua fala reflete inquietação com o número de mortes. Cabe ao inquérito apurar as circunstâncias e eventuais excessos”, ponderou.

Ao comentar as expectativas para o trabalho da CPI, Contarato afirmou que o principal objetivo é “subir na cadeia” das investigações e alcançar quem realmente lucra e sustenta o crime organizado. “Queremos atingir também o andar superior, aqueles que estimulam, financiam ou se beneficiam das atividades criminosas. Esse tema é complexo e envolve, inclusive, a corrupção dentro das instituições”, declarou o senador, que defende um trabalho legislativo voltado à criação de leis e políticas públicas que promovam resultados duradouros.

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